Domingo, Março 22, 2009
Sexta-feira, Janeiro 23, 2009
Sagitário
Seus pés afundavam e ela os trazia à superfície. Branca, granulosa, Denise caminhava sobre areia, ou entre ela. Porém, de todos os passos só sentia o calor. Sentia suar, queimar, derreter, apimentar. Por dentro ela pulava e gritava, por dentro não ventava nem molhava. Denise era toda fogo: corpo, alma, mente, signo.
Cada voz sua que calava, um fósforo acendia. E as palavras ardiam mudas, internas, intensas. Era tudo chamas, primavera quase verão, veias correndo no sangue.
Descobriu que a energia do fogo era uma cólera, um atraso. Decidiu fugir de si, chamar quem lhe amenizasse a chama. Quem queima não pensa, não para. Mas a quem ela chamava lhe era como gasolina, nada adiantava. Ou por Denise se apaixonava ou a ela odiava. Denise era o tudo e o nada.
Viu o mar, quis se molhar e testar a força da água. Apagaria seu fogo? Impulsivamente, se jogou. Denise era atordoada, queimava tanto, mas, agora, na água. Ela afundava.
Cada voz sua que calava, um fósforo acendia. E as palavras ardiam mudas, internas, intensas. Era tudo chamas, primavera quase verão, veias correndo no sangue.
Descobriu que a energia do fogo era uma cólera, um atraso. Decidiu fugir de si, chamar quem lhe amenizasse a chama. Quem queima não pensa, não para. Mas a quem ela chamava lhe era como gasolina, nada adiantava. Ou por Denise se apaixonava ou a ela odiava. Denise era o tudo e o nada.
Viu o mar, quis se molhar e testar a força da água. Apagaria seu fogo? Impulsivamente, se jogou. Denise era atordoada, queimava tanto, mas, agora, na água. Ela afundava.
Sexta-feira, Janeiro 16, 2009
Sede não é nada, imagem é tudo
"Muito se escreveu, no passado, de modo tão sutil como estéril, sobre a questão de saber se a fotografia era ou não uma arte, sem que se colocasse sequer a questão prévia de saber se a invenção da fotografia não havia alterado a própria natureza da arte."
Quinta-feira, Janeiro 15, 2009
Filosofia
Tito_ says: (14:30:20)
tah namorando eh?
Tito_ says: (14:30:20)
loko
~Pri says: (14:33:49)
to
~Pri says: (14:34:01)
mas já faz tempo
Tito_ says: (14:34:06)
eh...
Tito_ says: (14:34:12)
faz tempo q eu entrei aqui tb
~Pri says: (14:34:23)
...
Tito_ says: (14:34:33)
entaum tah
~Pri says: (14:34:50)
?
Tito_ says: (14:34:55)
nada
Tito_ says: (14:35:02)
sabe qnd vc naum tem assunto e fala
Tito_ says: (14:35:05)
entaum tah?
Tito_ says: (14:35:07)
entaum...
Tito_ says: (14:35:08)
eh isso
~Pri says: (14:35:20)
então tá
tah namorando eh?
Tito_ says: (14:30:20)
loko
~Pri says: (14:33:49)
to
~Pri says: (14:34:01)
mas já faz tempo
Tito_ says: (14:34:06)
eh...
Tito_ says: (14:34:12)
faz tempo q eu entrei aqui tb
~Pri says: (14:34:23)
...
Tito_ says: (14:34:33)
entaum tah
~Pri says: (14:34:50)
?
Tito_ says: (14:34:55)
nada
Tito_ says: (14:35:02)
sabe qnd vc naum tem assunto e fala
Tito_ says: (14:35:05)
entaum tah?
Tito_ says: (14:35:07)
entaum...
Tito_ says: (14:35:08)
eh isso
~Pri says: (14:35:20)
então tá
Quarta-feira, Dezembro 31, 2008
Só não me lembra!
Deixar ir
Deixa passar
Esquece que dói
Não lembra o que sente
Não lembra se sente
Não sente
Fica bem
Manda mensagem
Diz que tem saudade
Que me quer bem
Mas me esquece também!
Que eu não sou de ferro
E não sou só seu
Que, sim, eu te quero
Mas quero um tempo só meu.
Não me sufoca,
Se apertar muito eu quebro.
E não alopra,
Que eu não quero ver seu desespero.
Me deixa só
Para eu seguir pensando
no que já falou.
para que suas palavras ecoem
para que elas cresçam
e, dentro de mim, voem.
Então eu me perco nas frases
No contexto
Na lembrança de olhares
E desvirtuo o sentido
Eu acabo comigo
Eu mergulho
Eu sofro
Fico quieto
Introspectivo.
Eu sou mesmo assim
Fechado
Assim mesmo
Calado
Sou um copo meio cheio
Meio vazio
Sou liquido
Escorregadio
Mutável
Amável.
Agora,
Por favor, me entenda
E só não me lembra
Que temos problemas.
Deixar ir
Deixa passar
Esquece que dói
Não lembra o que sente
Não lembra se sente
Não sente
Fica bem
Manda mensagem
Diz que tem saudade
Que me quer bem
Mas me esquece também!
Que eu não sou de ferro
E não sou só seu
Que, sim, eu te quero
Mas quero um tempo só meu.
Não me sufoca,
Se apertar muito eu quebro.
E não alopra,
Que eu não quero ver seu desespero.
Me deixa só
Para eu seguir pensando
no que já falou.
para que suas palavras ecoem
para que elas cresçam
e, dentro de mim, voem.
Então eu me perco nas frases
No contexto
Na lembrança de olhares
E desvirtuo o sentido
Eu acabo comigo
Eu mergulho
Eu sofro
Fico quieto
Introspectivo.
Eu sou mesmo assim
Fechado
Assim mesmo
Calado
Sou um copo meio cheio
Meio vazio
Sou liquido
Escorregadio
Mutável
Amável.
Agora,
Por favor, me entenda
E só não me lembra
Que temos problemas.
Terça-feira, Dezembro 30, 2008
Você vazio, eu nua.
Você parado, eu inquieta.
Eu despida de idéias,
De expectativas,
De esperança.
Você vazio de amor
Você vazio de mim.
Eu tomando chuva,
Tomando vento.
Eu derretendo.
Você se sufoca em responder minhas perguntas
E eu ainda tenho milhares
Todas iguais
Sem respostas
Nuas como eu.
Você não tem mais o que dar
E eu ainda quero pedir
Eu ainda quero te ter
Ainda quero sugar.
Você está vazio,
Caibo dentro de você.
Você parado, eu inquieta.
Eu despida de idéias,
De expectativas,
De esperança.
Você vazio de amor
Você vazio de mim.
Eu tomando chuva,
Tomando vento.
Eu derretendo.
Você se sufoca em responder minhas perguntas
E eu ainda tenho milhares
Todas iguais
Sem respostas
Nuas como eu.
Você não tem mais o que dar
E eu ainda quero pedir
Eu ainda quero te ter
Ainda quero sugar.
Você está vazio,
Caibo dentro de você.
Ano Novo, blog novo
Transformei minhas quimeras em América.
São esperanças para o novo mundo.
Minha âncora largo aqui, enfim, ao trabalho!
São esperanças para o novo mundo.
Minha âncora largo aqui, enfim, ao trabalho!
Segunda-feira, Novembro 24, 2008
A menina trash
A MENINA TRASH
(Tim Burton)
Dela ninguém se esquecerá:
A cara suja de carvão,
A pele de puro cascão,
E uma catinga de gambá.
Talvez não seja difícil saber a resposta
Por que a Menina Trash vivia tão triste:
É que nunca saía do fundo de uma fossa.
Houve um único breve momento de glória
Em toda sua biografia:
Foi quando Stan, o gari, pediu a mão da guria.
O lixo do bairro era ele quem recolhia.
Entretano antes que o consórcio
Virasse sério compromisso,
Ela tomou chá de sumiço,
Pulando num triturador de lixo.
(Tim Burton)
Dela ninguém se esquecerá:
A cara suja de carvão,
A pele de puro cascão,
E uma catinga de gambá.
Talvez não seja difícil saber a resposta
Por que a Menina Trash vivia tão triste:
É que nunca saía do fundo de uma fossa.
Houve um único breve momento de glória
Em toda sua biografia:
Foi quando Stan, o gari, pediu a mão da guria.
O lixo do bairro era ele quem recolhia.
Entretano antes que o consórcio
Virasse sério compromisso,
Ela tomou chá de sumiço,
Pulando num triturador de lixo.
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